Link Building e Paper.li perguntas e respostas | Link Building

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18 abr 11

Link Building e Paper.li perguntas e respostas

As perguntas e pontos de vista complementares originados através da sessão de comentários do artigo Link Building nas redes sociais com Paper.li, esquentaram bastante o debate sobre o tema proposto. Tomar conhecimento da visão que outras pessoas tem sobre um assunto é a melhor maneira de enriquecer nossa própria capacidade de análise e entendimento.

É fato que dificilmente um ser humano será capaz de identificar todos os aspectos, de qualquer item que seja, sem o auxilio de uma visão externa. Muitos pontos que passariam despercebidos aos nossos olhos, são facilmente identificados por um segundo ou terceiro avaliador. A grande facilidade de aprimorar nossa própria capacidade cognitiva com base nas opiniões e experiências de um grupo é o que faz esse processo tão importante.

Questõs sobre paper.li e link building

Deixando a filosofia da coisa de lado, fiquei muito feliz com todo o debate gerado nos comentários do artigo. Algumas pessoas expuseram argumentos que me fizeram parar e reavaliar todo o posicionamento que eu havia assumido sobre aquele tema. Então, para responder de forma mais clara seguem as perguntas e meu ponto de vista sobre cada uma delas com base nos dados e fatos que coletei de lá para cá.

Link Building x Paper.li Questionamentos

Questionamento da @palbocino:

Eu deixei de retuitar o paper.li com minhas contribuições quando entendi que ele é feito automaticamente. Além do mais, são tantos por aí… Eu não leio nenhum. Você lê?Acho que o paper.li gerava mais rts quando surgiu, hoje já não tanto. Eu acho improvável que eles ajudem em link building.

Conforme meu contra argumento, que pode ser lido na íntegra nos comentários do artigo citado no primeiro parágrafo deste texto, eu acredito que Link Building não se resuma a obtenção de links com a finalidade de rankeamento nas SERPs dos mecanismos de busca como google, bing, etc.

Ao meu ver, existem algumas vertentes de linkbuilding, aonde cada uma complementa a outra. É claro que dependendo dos objetivos da campanha de link building (que devem se definidos com base nos objetivos do negócio do cliente) uma ou outra dessas vertentes possa não se aplicar a uma determinada estratégia, entretanto, essa é uma analise que deve ser feita de forma pontual, não sendo possível generalizar para todo e qualquer caso.

Questionamento da @renatat

1) De onde surge todo esse tráfego no paper.li? Sério, porque minha mente não consegue conceber 1800 cliques numa plataforma tão confusa, devido à quantidade de informação oferecida em apenas uma página.

2) Uma vez linkado no paper.li, o artigo permanece lá em alguma espécie de página de arquivo? Ou, lançada uma nova edição, o link se perde?

A primeira pergunta é difícil de responder pois não temos acesso na ferramenta de analytics usada pela plataforma. Mas via regra geral, acredito que profissionais de TI e mesmo Hard Users não são base para qualquer pesquisa ou comparação de utilização da internet. Nós temos vícios, expectativas e condutas totalmente diferentes de um usuário regular.

Tanto é assim que empresas que trabalham com usabilidade e pesquisa de comportamento na internet não chamam esses tipo de usuário para os testes. O que é anormal para você, pode ser natural para uma pessoa sem vícios e expectativas tão grandes.

Com relação a segunda pergunta, a resposta é sim . Toda vez que uma nova edição do jornal é lançada ela (assim como seus links dofollow) fica arquivada em um permalink como pode ser visto nas SERPs do Google pela query:

 site:http://paper.li/lbuilding -inurl:"~list"

Além desses links, você também pode ter um link fixo na área denominada “Comentários do Editor”, essa área da a possibilidade de inserir elementos html como o <a>, e pode ser aproveitada para um link com âncora personalizada.

Questionamento do @richardrx:

Você chegou a mensurar as taxas de conversão? Questiono porque usando social bookmarks eu percebi que os acessos geravam taxa de conversão nula, o que parecia até que não era nenhum acesso real.

Realmente não cheguei a fazer testes de conversão de forma específica. Se eu entendi bem sua pergunta, você fala da conversão no site, ou seja a venda de um produto ou serviço, a submissão de um formulário de contato, etc. Não cheguei a criar um funil de conversão tendo por base o paper.li mas é algo que posso planejar para fins de teste. Assim que tiver dados compartilho aqui.

Conclusões

Link Building deve ser encarado como uma ferramenta versátil que pode atender uma ou várias  necessidades dependendo dos objetivos almejados para o negócio. O Google está cada dia mais eficiente no reconhecimento dessas estratégias e de como identificar links espontâneos de links não naturais.

Como qualquer estratégia, a Link Building evolui com o tempo. Acredito a médio ou longo prazo muitas das estratégias abordadas por nós hoje, passarão a ser reconhecidas sem a intervenção humana, apenas por algoritmos, dificultando cada vez mais suas implementações e forçando a continuidade da evolução natural do processo como um todo. Links dofollow em perfis de redes sociais podem perder grande parte (ou completamente) o seu valor, como já ocorreu com diversos tipos de links que anteriormente devam um resultado extraordinário.

E é nessa hora que o Link Building com a finalidade de gerar tráfego pode ganhar força, sendo aquele plus sobre a concorrência, levando tráfego qualificado para a página. Todo esse tráfego adquirido trás grandes possibilidades de linkagem espontânea (a que tem reconhecidamente valor superior), ou seja, direta ou indiretamente acabamos conseguindo links para nosso conteúdo. Ao meu ver essa é uma evolução natural das estratégias de Link Building em complemento as largamente já utilizadas atualmente.

Agradeço a todos os que deixaram seus comentários no artigo anterior. Quem ainda não leu, recomendo que leia não só o artigo mas os comentários, há muita opiniões e pontos de vista muito interessantes de grandes profissionais de SEO brasileiros.

E você, o que achou? Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Solta o verbo nos comentários e deixe sua opinião!

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Sobre o autor: Pablo Augusto

Pablo trabalha como consultor de Marketing Digital, atuando em projetos freelancer e em parceria com agencias de publicidade. Seu trabalho é voltado para as áreas de de Otimização de Sites (SEO), Link Building, Mídias Sociais e Links Patrocinados. Participa ativamente da comunidade SEO brasileira contribuindo com o fórum oficial do Google para Webmasters e escrevendo sobre search e desenvolvimento web.

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Comentários

  1. Olá Pablo,

    Muito legal sua iniciativa de dar continuidade ao debate, que foi bem interessante, do outro post.

    Só tenho uma dúvida quanto a um detalhe: Link Building para gerar tráfego ainda é Link Building?

    Quero dizer, quando a relevância dos links para fins de juice não está em questão, quase toda e qualquer ação on line que gere links pode ser considerada “Link Building para tráfego”, não é?

    Pergunto-me se não é o tipo de ação que vai um pouco além da competência de SEO, e começa a entrar em gestão de mídias sociais, estratégias de produção de conteúdo e etc.

    Tráfego por tráfego, até email marketing serve, né?

    Assim, em última instância, acho que esse tipo de link building nasce lá no planejamento de marketing e relações públicas de uma empresa.

    E, nesse meio, não vejo o paper.li como uma ação muito efetiva quando comparado com as alternativas de links para tráfego.

  2. Pablo Augusto

    Ótimo questionamento André.

    Eu estou preparando um artigo que fala exatamente sobre isso. Vejo o Link Building se dividir em 3 áreas básicas, com finalidades distintas. Juice, trafego e branding. Vou comentar mais sobre meu ponto de vista nesse assunto em um artigo mais adiante.

    Andei conversando com algumas pessoas sobre onde começa e termina o trabalho do SEO. A minha conclusão foi: depende da organização em questão. Sites pessoais e de empresas de pequeno (e até médio) porte não tem uma infra estrutura de marketing, ou seja, muito do trabalho que seria de outra área acaba sendo despejado em cima do profissional de Otimização de Sites.

    Há pessoas que trabalham com search que tem de analise de conversão, usabilidade, acessibilidade, etc em sua carteira de obrigações. Em empresas bem estruturadas isso não ocorre com frequencia. O mesmo ocorre com Link Building, todo esse mercado é novo, então é difícil para as empresas separarem e segmentarem as competências de cada um de forma isolada, por não entender muito bem como funciona. Por exemplo, aonde começa o trabalho do Link Builder e aonde entra o assessor de imprensa? Até aonde vai a competência de cada um? É uma questão delicada, ambas as funções devem trabalhar em conjunto para um resultado melhor.

    Se existe a possibilidade de ganhar tráfego de forma gratuita, automática, sem custo de homem hora, eu acho que toda estratégia que traga benefícios ao site é válida. É claro que algumas trarão maiores resultados que outras, mas se é de graça e não gasta tempo, trafego adicional nunca é demais.

    Abçs.

  3. Correndo o risco de fugir do tema e transformar tudo numa questão de semântica, não sei se um cara de SEO que analisa conversão, usabilidade e acessibilidade continua sendo “só” um cara de SEO.

    Acho que, na verdade, o que ele está oferecendo é consultoria de Marketing Digital, vestida como SEO (que é mais fácil de vender do que o resto, por causa da visibilidade do próprio Google).

    O diferencial da consultoria passa a ser o foco em Search. E aí sim, faz todo sentido pensar nisso como uma oferta para empresas de pequeno porte, não tão estruturadas assim no que diz respeito a estratégia para internet.

    Mas eu assino embaixo quando você diz que é um mercado muito novo. Minha esperança é que, daqui a 10 anos, o assessor de imprensa pense no release, no lead, nos contatos na imprensa E nos links que uma ação de RP pode gerar. Se ele aprendeu a pensar em listas de email além de ligar pros contatos dele, porque não, né?

    Agora, voltando ao tema, tenho que concordar que, se é de graça e não dá trabalho extra, que venha o tráfego! Não onerando infra, nem causando link spikes e devidamente monitorado, tráfego nunca é demais. :)

    Mas tenho curiosidade para ver um comparativo do tráfego originado no paper.li em diferentes nichos de mercado.
    A propósito, você sabe se esse update novo do Panda mexeu com ele também?

    Abraço e keep on posting!